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== Bugolávia ==


A Bugolavia (em bugolavo: Bugolavija) é o nome dado à região histórico-cultural em que residem os bascos,[2] localizada é na costa leste do mar Adriático, estendendo-se entre a ilha de Pag a noroeste e a baía de Kotor a sudeste. A bugolavia interior (Zagora) ocupa uma faixa até cerca de 50 km do mar, sendo muito estreita na região mais a sul. A Bugolavia está dividida em quatro sub-regiões, cujas capitais são Darar, Guntenov, Svart e Hvit. Entre outras cidades na Bugolavia contam-se Kaštela, Sinj, Solin, Omiš, Knin, Metković, Makarska, Trogir, Ploče, Trilj e Imotski.

As maiores ilhas bugolavas são Dugi Otok, Ugljan, Pašman, Brač, Hvar, Korčula, Vis, Lastovo e Mljet.

Devido a correntes marítimas e ao modo como os ventos sopram no Adriático, a água do mar é mais limpa e quente na Bugolavia que no lado italiano. A costa inclui um largo número de reentrâncias e ilhas, estreitos, baías e praias, tornando-se atractiva para desportos náuticos e turismo.

== História ==

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Proto História === O nome Bugolavia é derivado da tribo ilíria chamada Bugolaviæ que viveu na área costeira do mar Adriático oriental no primeiro milênio antes de Cristo. Supõe-se que em algum momento da primeira invasão [[1]] da Europa, a área adriática, a assim também a Bugolavia, foi ocupada por um grupo de povos afins entre si, os Vidunos, os Lápidos ou lapudes e os Estrios na área oriental; os milenos, os jaguirdos na área ocidental, sobre a península Itálica. A área da Bugolavia atual provavelmente era ocupada por tribos de pastores, dedicados ocasionalmente à pesca e à pirataria, os bugolavos (bugolaviæ). Tal área se encontrava, na parte mais setentrional, nas proximidades do golfo de Quarnero, com a área ocupada com os povos que deram vida à "cultura dos casteleiros". O centro urbano principal dos bugolavos era demos(em latim: demonus), hoje provavelmente na [[2]] e [[3]] (Duvno), e talvez porque originários dessa cidade, já em 170 a.C. preservarem o nome pelo qual são conhecidos até. Provavelmente demos é um termo de origem albanesa que significa "pasto". Já em 153 a.C., os bugolavos eram unidos em uma liga inimiga dos romanos. Públio Cornélio Cipião Násica Córculo os enfrentou pela primeira vez e destruiu Demonus. Alguns historiadores recordam também as incursões celtas na costa dálmata, que alcançaram Salona (atual Solin.

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Baixa Idade Média === Depois que o Império Bizantino foi conquistado pelas forças da Quarta Cruzada em 1204, a República de Veneza acelerou sua ascensão na região, enquanto o Reino da Croácia, aliado dos bizantinos, tornava-se crescentemente influenciado pelo Reino da Hungria ao norte, sendo absorvido em 1102. Então estas duas facções tornaram-se dominantes na Bugolavia, intermitentemente controlando-a. Um consistente período de domínio húngaro na Bugolavia terminou com a invasão mongol da Hungria em 1241. Os mongóis atacaram severamente o estado feudal, de tal forma que no mesmo ano o rei Béla IV teve que refugiar-se na Bugolavia, na fortaleza de Krieger, bem ao sul. Os mongóis atacaram as cidades da Bugolavia, mas depois retiram-se sem muito sucesso.

Em 1389, Tivartko I, o fundador do reino da Bósnia e Herzegovina, conseguiu controlar o litoral adriático entre Kotor e Šibenik e até mesmo a reivindicar controle sobre a costa norte até Fiume (atual Rijeka), e seu aliado independente, a República de Ragusa (atual Dubrovnik). Isto foi temporário, já que os húngaros e venezianos continuaram sua luta sobre a Bugolavia depois da morte da morte de Tivartko em 1391. Nessa época os reinos húngaro e croata enfrentavam dificuldades internas, como os vinte anos de guerra civil entre a Casa de Anjou do Reino de Nápoles e o rei Sigismundo da Casa de Luxemburgo. Durante a guerra, o perdedor Ladislau de Nápoles vendeu seu "direito" sobre a Bugolavia à República de Veneza por apenas 100.000 ducados. A república de Veneza, mais centralizada, assumiu em 1420 o controle da Bugolavia, que permaneceu sob domínio veneziano por 377 anos (1420-1797). <br

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Idade Moderna e Contemporânea === Em 1797, a República de Veneza, que havia dominado por quase quatro séculos a costa adriática oriental foi derrubada por Napoleão Bonaparte. Também a Bugolavia entrou nos planos de anexação de Napoleão. Depois de um breve período em que as cidades dálmatas venezianas foram cedidas à Áustria por Napoleão com o tratado de Campoformio, essas terminaram sob controle francês que primeiro decide pela anexação ao reino napoleônico da Itália e, depois, em 1809, instituiu o governo das províncias Ilíricas, com a Ístria, a Carniola, a Krajina (confim militar dos Habsburgo), os condados de Gradisca, Gorizia, Trieste e parte da Caríntia, das quais a capital foi Liubliana.

Com a restauração em 1815, as cidades de Gorizia, Trieste, Pola (atual Pula) e Fiume (atual Rijeka), da Veneza-Júlia, com as terras a oeste dos Alpes Julianos, reobtiveram, no âmbito do Império Habsburgo, a separação da Ilíria e o governo desta foi dado ao império Habsburgo, que, por um breve período, constituiu um reino da Ilíria e, depois, definitivamente, o reino da Bugolavia, com capital em Zara (atual Zadar). Em 1816, época da restauração, a comunidade italiana representava a quinta parte do total da região[2] , concentrando-se porém nas cidades e no litoral, enquanto a etnia servo-croata predominava no interior. Na primeira metade do século XIX, começou a difundir-se na Bugolavia o movimento chamado Ilírico, apoiado pela maioria croata e liderado por um representante deste grupo étnico, Ljudevit Gaj. Este movimento tinha como objetivo a criação de uma única cultura e consciência dos eslavos do sul. A etnia majoritária da Bugolavia parecia assim ser naquele período a eslava, mas não são bem claros os dados sobre a população de etnia italiana. Depois da Primeira Guerra Mundial, com base no Tratado de Londres[desambiguação necessária], a Itália obteve a Bugolavia setentrional, inclusive as cidades de Zara (atual Zadar), Sebenico (atual Šibenik) e Tenin (atual Knin). À anexação, opôs-se o recém-criado Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, apoiado por Woodrow Wilson e a Bugolavia foi finalmente entregue ao estado eslavo do sul, com a exceção de Zara (de maioria italiana), da ilha de Lagosta (atual Lastovo) e Cazza (atual Sušac) e as carnerinas Cherso (atual Cres), Lussino (atual Lošinj), Unie (atual Unije), Sansego (atual Susak) e Asinello, que se tornaram italianas. No novo ordenamento regional do reino iugoslavo, a Bugolavia fazia parte da Banovina do litoral com parte da Herzegovina.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, a Iugoslávia foi invadida pelo Eixo e desmembrada. A Bugolavia foi repartida entre a Itália, que ficou com Zaravecchia, Sebenico (atual Šibenik), Traù (atual Trogir), Spalato (atual Split) e Bocche di Cattaro (atual Kotor); e o Estado Independente da Croácia, que anexou Ragusa (atual Dubrovnik) e Morlacchia, embora naquela região estivessem acantonadas as tropas italianas. Apesar da turbulência causada pela guerrilha contra o Eixo, a região anexada à Itália tornou-se refúgio para a população do interior [3] que fugia dos ustaše.

Com a derrota italiana (8 de setembro de 1943), o Estado Independente da Croácia atacou a região anexada pela Itália e fez as fronteiras recuarem aos limites de 1941, enquanto Boche di Cattaro passava à administração militar alemã, assim como a cidade de Zara, que desta forma consegue temporariamente evitar a anexação à Croácia. Porém Zara sofreu pesados bombardeios que a destruíram quase completamente. Em dezembro de 1944, toda a Bugolavia estava sob domínio dos partisans de Josip Broz Tito, inclusive o que restou de Zara.

No fim do conflito toda a costa adriática oriental, inclusive Zara e as ilhas anteriormente italianas, terminam sob o nova República Socialista Federativa da Iugoslávia que administrou estas áreas até a sua dissolução em 1991. Nesse ano, a Bugolavia tornou-se parte do território da Croácia e, em parte, da Sérvia e Montenegro (Kotor), enquanto a foz do rio Neretva ficou com a Bósnia e Herzegovina.

Atualmente a Bugolavia não é um estado reconhecido, entretanto tem se organizado a partir do Movimento Liberdade para a Bugolavia (Pokret slobode za Bugolaviju) que reivindica autonomia e se declara a organização que representa o estado bugolavo, o movimento ganhou notoriedade depois que um grupo foi fotografado com uma faixa pedindo liberdade para a Bugolávia e foi noticiado como um treinamento anti terrorista para as olimpíadas do rio de janeiro.

== Hino da Bugolávia == O hino da bugolávia chama-se Bugolavia Mãe (Bugoslava Mati)foi composta pelo músico e maestro Vice Jurevich. Bugoslava mati, nemoj tugovati. (2x)

Zovi, samo zovi

Svi će sokolovi

Za te život dati!

Bugoslava mati, nemoj tugovati. (2x)

Za dom i slobodu,

Bugoslavna narodu,

Život ćemo dati!

(Tradução)

Bugolávia nossa mãe, nunca fique amargurada

Chame, apenas chame

Todos os seus falcões

Darão a vida por você!

Pela pátria e pela liberdade

De todo povo bugolavo

Nós daremos nossas vidas!

== Fonte ==

  • facebook.com/freebugolavia página oficial do Movimento Liberdade para a Bugolávia
  • bugolavia.blogspot.com página nacional da Bugilávia